Sabe quando você não se sente você mesma? Tô me sentindo assim ha uns dias. Já melhorei um pouco, já estive pior durante essa quase-semana que estou me sentindo assim. Mas ainda continuo me sentindo outra pessoa, como se a Livia tivesse saído desse corpo e estivesse voando por aí. Aí é um aperto constante, uma eterna luta pra voltar pro meu corpo, pra eu ser eu mesma e agir como a Livia novamente. É estranho, ainda mais porque aconteceu do nada. Mas eu tô tentando, tentando ao máximo voltar, ser a Livia que eu sempre fui com todo mundo. Espero conseguir logo, porque vou dizer, é uma sensação muito estranha. Enquanto não acontece, peço a paciência e compreensão de todos à minha volta- e a ajuda se for possível, mas acho que não é possível, isso é tarefa minha, não dos outros.
Enfim... post estranho, não sei se muitos vão entender o que quis dizer com ele, mas eu tive que escreve-lo só pras pessoas entenderem o porque de eu estar estranha ultimamente mesmo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Caos.
Eu sei que sou sucetível às coisas e fico com medo muito fácil. Eu sei que muita gente não deixaria de fazer algo que gosta porque coisas horrorosas estão acontecendo na sua cidade. Mas sinceramente, prefiro ficar um dia dentro de casa e perder um dia de algo divertido do que andar nas ruas com medo de que, a qualquer momento, uma coisa me aconteça. E se acontecer mesmo? Eu vou perder minha vida pra mostrar pro mundo que eu não sou medrosa? Minha vida vale mais que meu orgulho. A vida de todo mundo vale mais. Não sei como tem gente por aí andando que não dá valor nenhum à vida do outro. Não sei como tem gente que tem coragem de fazer atrocidades com os outros e não sentirem nem sequer um peso no coração. Isso é assustador. É assustador como o Rio de Janeiro tá vivendo. Nossa cidade já não é mais a cidade maravilhosa, isso faz tempo. Às vezes tem uma melhora, as coisas parecem que estão entrando nos eixos, mas aí alguma coisa acontece pra tirar tudo do caminho de novo. É triste, sabe? É triste ver uma cidade tão bonita passar por uma coisa dessas. É mais triste ainda o nosso povo carioca virar cada vez menos carioca, ou seja, menos alegre, menos altruísta, por conta dessa violência toda. É triste sermos privados do nosso direito de andar pela nossa cidade linda porque mesmo com tudo que acontece, as belezas naturais continuam aí, né, então ela continua linda. É muito triste pensar que, se isso continuar assim, futuramente as pessoas ficarão restritas a suas casas, seus condomínios, mal conhecerão as pessoas do outro lado da rua. Viver preso é muito ruim, e isso sem ter feito crime nenhum.
Enfim... eu não queria ter medo de sair, queria ir pra minha aula de dança, mas com isso tudo que tá acontecendo, dá?
Enfim... eu não queria ter medo de sair, queria ir pra minha aula de dança, mas com isso tudo que tá acontecendo, dá?
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O silêncio
Já pararam pra perceber como o ser humano é contraditório? Eu, por exemplo, sou uma pessoa que não fala muito (bem, não quando eu não sou íntima da pessoa, e às vezes, nem quando sou), mas viver no silêncio me é estranho. Estou sentada na minha cama, sozinha, com a tv ligada, mas muda. Não porque eu quis assim, mas porque ela simplesmente parou de funcionar. E pra mim é estranho. Eu não estava assistindo nada antes de ela simplesmente parar de funcionar, ela tava ligada em um canal qualquer que passava um programa que eu nem sei qual era, era apenas meu som ambiente. E eu no computador. Eis que de repente ela desliga e tudo muda. Todos os barulhos em volta parecem mais altos (isso é meio óbvio), e eu pareço me ouvir melhor. E não escuto nada. Isso faz sentido? Quer dizer, eu escuto, mas não sei se quero escutar. Talvez seja por isso que hoje em dia as pessoas não conseguem ficar no silêncio, porque elas não querem se escutar. Temos tantas coisas pra pensar, tantas coisas pra fazer, tantas coisas que temos que fazer, tantas coisas que temos que ser, que se ficarmos pensando em tudo isso o tempo todo, a gente enlouquece. Por isso os sons ambientes pra nos acalmar, pra nos manter fora desse pensamento. Por isso as milhões de coisas que arranjamos pra fazer: tv, livros, internet, video game, tudo ao mesmo tempo e nada de muito útil (quer dizer, a não ser que você esteja realmente pesquisando algo útil). Geralmente são mil coisas que procuramos, que vemos, sem dar muita importância a nada, sem se aprofundar em muita coisa. Não sei, acho que essa geração, a minha geração, mas principalmente a geração depois de mim e as que estão vindo, tem medo de viver. Medo do que pode acontecer, medo do conhecimento, porque com conhecimento vem mais cobrança, quanto mais você sabe, mais será cobrado de você, mais será esperado. Não, não era bem isso que eu queria dizer, cobrança não era a palavra, mas não consigo pensar na que quero. Mas é algo natural, se você sabe mais, terá que dar mais, algo assim, sabe? Ou isso é só visão de espírita (do tipo, se você tem mais conhecimento, se sabe que tal coisa é errada, se fizer essa tal coisa terá mais "castigos"- por falta de melhor palavra- do que quem fez e não sabia que aquilo era errado)?
Enfim... acho que me perdi um pouco nas palavras. Vim dizer uma coisa e disse outra, outras várias, como sempre faço. Mas é que tem muita coisa nessa minha cabeça. Mas o que eu queria dizer é que espero que todos, inclusive eu, percam o medo do silêncio e comecem a usá-lo de maneira útil, pois ele é altamente necessário.
Enfim... acho que me perdi um pouco nas palavras. Vim dizer uma coisa e disse outra, outras várias, como sempre faço. Mas é que tem muita coisa nessa minha cabeça. Mas o que eu queria dizer é que espero que todos, inclusive eu, percam o medo do silêncio e comecem a usá-lo de maneira útil, pois ele é altamente necessário.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Loucuras da madrugada
Minha insônia me enlouquece
a cada segundo perdido
a cada olho aberto
ao toque do sono que diz adeus
Tua presença me adormece
a cada toque do olhar
a cada palavra dita
posso dormir por saber que é você
por saber que tenho você
e vice-versa
E por mais que esse pequeno poema tenha sido tosco
Por mais que o sono que me embala agora embaralhe meus pensamentos
Eu sei que é verdade
E você também
E nada mais importa
a cada segundo perdido
a cada olho aberto
ao toque do sono que diz adeus
Tua presença me adormece
a cada toque do olhar
a cada palavra dita
posso dormir por saber que é você
por saber que tenho você
e vice-versa
E por mais que esse pequeno poema tenha sido tosco
Por mais que o sono que me embala agora embaralhe meus pensamentos
Eu sei que é verdade
E você também
E nada mais importa
domingo, 17 de outubro de 2010
O fatídico show do Green Day.
Eu queria ter gostado do show. Eu queria mesmo ter gostado do show, afinal, comprei com meses de antecedência, ansiei pelo momento de entrar pelo portão daquele lugar longe pra cacete por meses e me empolgar com cada acorde tocado por meses. Era Green Day, for God's sake! Mas eu não gostei. Foram vários os motivos que me fizeram não gostar do show. O maior de todos foi o fato de eu ter ido sozinha. Não foi meu primeiro show solitária, por isso eu não tava preocupada. Gostei de todos os shows que fui sozinha antes, me empolguei imensamente, e às vezes até mais do que quando estava com outras pessoas, porque quando estou com alguém sempre penso no bem-estar dela antes do meu, aí acabo não vendo direito, essas coisas. Mas esse show... não foi um show pra ir sozinha. O lugar estava lotado. LOTADO de verdade, tinha gente que não cabia no salão- uma dessas pessoas era eu. Quer dizer, bem no finzinho do show eu não coube mais, no início eu fiquei láaaaaaaaaaaaaaa atrás, esmagadinha numa parede, mas ainda conseguia respirar. Sim, eu sou levemente claustrofóbica e odeio ficar em lugares com muita gente, mas não tem como deixar de ir num show de alguém que você gosta muito. Então eu fui e apesar de eu não estar muito feliz de não conseguir ver nada lá do lugar onde eu tava (só via o telão de vez em quando), eu até consegui aproveitar o início. Green Day tocou músicas que eu conhecia e Billy Joe é tão empolgado e simpático que deixa a gente assim também. Fiquei ainda mais feliz quando vi muitos fãs no palco, e a felicidade deles e pensar no que eles deviam estar sentindo ali em cima, falando com Billy, tocando e cantando as músicas pra todo mundo e sendo aplaudidos me deu uma sensação muito boa, eu quase podia sentir o que eles sentiam. Por isso até dei umas puladinhas nessa hora. Mas o show começou a não ficar tão bom pra mim quando o show virou "Old School". Explico: quando eles começaram a tocar músicas antigas. Ok, eu gosto de algumas músicas antigas, as mais conhecidas como Basket Case, Nice Guys Finish Last, When I come around, She e Good Ridance, que eles tocaram todas. Mas não conhecia muitas das que eles tocaram. E é aí que entra o fator negativo de estar sozinha. Se eu estivesse acompanhada curtiria super na boa todas essas músicas- e as mil músicas de outros artistas que eles também cantaram e eu fiquei p da vida porque eu tava ali pra ver Green Day tocando Green Day e não tocando Rolling Stones, Guns n Roses, Black Sabath e etc- porque eu teria alguém com quem compartilhar o momento, zoar, pular junto e/ou até conversar, sei lá. Mas eu tava sozinha não vendo o Green Day tocar músicas que eu não conhecia portanto não sabia cantar, então que graça tinha ficar parada espremida num cantinho ouvindo (não conseguir ver nada é um fator negativo muito importante) uma banda tocar um bando de música desconhecida? Como essa parte do show parecia não acabar mais eu fui ficando cada vez mais mal-humorada e tudo me incomodava, como as meninas que se jogavam em cima de mim quando pulavam, o garoto MUITO bêbado que insistia em dar em cima de mim apesar de eu empurra-lo e olhar feio pra ele umas novecentas mil vezes, o fato de que Billy Joe parecia não saber falar outra coisa além de "ôôôô" e mandar todo mundo fazer igual, as pausas entre as músicas- ou seja, TUDO! Sem contar que eu já tava cansada antes de ir pro show, depois de ficar duas horas em pé esprimida num cantinho eu já tava morrendo de dor nas costas e mais cansada ainda. Quem manda ser velha? Então eu decidi sair pra comprar uma água e exatamente quando tô pegando minha água eles decidem voltar a tocar música boa e que eu conheço (quando eu saí eles tavam ha meia hora tocando músicas que não eram deles travestidos de... travestis (praticamente)! E pior, eles tocaram 21 guns, que eu gosto pra caramba e que eu queria filmar pro meu namorado. Não deu, porque quando eu voltei, além de eles já estarem quase no final da música, já não tinha mais lugar pra mim lá dentro- e foi nessa hora que eu não coube mais dentro do salão. E então fiquei literalmente só ouvindo o show do lado de fora do salão durante 1 hora. E foi aí que eles tocaram músicas que eu gosto e sei cantar e tal, músicas do American Idiot, que ainda não eram as músicas que eu mais queria, já que fui pro show esperando que eles tocassem mais músicas do 21st century Breakdown, que dá nome à turnê. Esse último cd deles tem um significado muito especial pra mim e por isso eu queria muito muito MUITO ouvir as músicas dele, mas eles só tocaram umas 3 músicas, e nem eram as minhas favoritas. Por isso eu não gostei do show que eu queria imensamente ter gostado.
Eu sei que os fãs de Green Day de verdade (depois desse show não sei se me considero mais fã de verdade deles) devem ter raiva de mim. Muitos queriam estar lá e não puderam por diversos motivos e eu fui e fico só reclamando. Mas é difícil quando você vai esperando um show e ganha outro. E é mais chato ainda quando você sabe que tem alguém tão perto de você que merecia muito mais estar lá e você não pode fazer nada e se sente culpada. E, desculpa Green Day, mas me senti muito decepcionada também. Sei lá, foi uma experiência muito estranha e ruim que eu nunca achei que fosse passar com algo relacionado à música. E talvez eu esteja fazendo um big deal em relação à isso tudo mas pra mim música é um big deal então é assim que eu reajo. Mas tudo pode ser TPM também...
ps. eu não queria começar esse blog com um post pra baixo, queria começa-lo super pra cima, mas eu precisava escrever sobre isso em algum lugar.
Eu sei que os fãs de Green Day de verdade (depois desse show não sei se me considero mais fã de verdade deles) devem ter raiva de mim. Muitos queriam estar lá e não puderam por diversos motivos e eu fui e fico só reclamando. Mas é difícil quando você vai esperando um show e ganha outro. E é mais chato ainda quando você sabe que tem alguém tão perto de você que merecia muito mais estar lá e você não pode fazer nada e se sente culpada. E, desculpa Green Day, mas me senti muito decepcionada também. Sei lá, foi uma experiência muito estranha e ruim que eu nunca achei que fosse passar com algo relacionado à música. E talvez eu esteja fazendo um big deal em relação à isso tudo mas pra mim música é um big deal então é assim que eu reajo. Mas tudo pode ser TPM também...
ps. eu não queria começar esse blog com um post pra baixo, queria começa-lo super pra cima, mas eu precisava escrever sobre isso em algum lugar.
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