sábado, 27 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Caos.
Eu sei que sou sucetível às coisas e fico com medo muito fácil. Eu sei que muita gente não deixaria de fazer algo que gosta porque coisas horrorosas estão acontecendo na sua cidade. Mas sinceramente, prefiro ficar um dia dentro de casa e perder um dia de algo divertido do que andar nas ruas com medo de que, a qualquer momento, uma coisa me aconteça. E se acontecer mesmo? Eu vou perder minha vida pra mostrar pro mundo que eu não sou medrosa? Minha vida vale mais que meu orgulho. A vida de todo mundo vale mais. Não sei como tem gente por aí andando que não dá valor nenhum à vida do outro. Não sei como tem gente que tem coragem de fazer atrocidades com os outros e não sentirem nem sequer um peso no coração. Isso é assustador. É assustador como o Rio de Janeiro tá vivendo. Nossa cidade já não é mais a cidade maravilhosa, isso faz tempo. Às vezes tem uma melhora, as coisas parecem que estão entrando nos eixos, mas aí alguma coisa acontece pra tirar tudo do caminho de novo. É triste, sabe? É triste ver uma cidade tão bonita passar por uma coisa dessas. É mais triste ainda o nosso povo carioca virar cada vez menos carioca, ou seja, menos alegre, menos altruísta, por conta dessa violência toda. É triste sermos privados do nosso direito de andar pela nossa cidade linda porque mesmo com tudo que acontece, as belezas naturais continuam aí, né, então ela continua linda. É muito triste pensar que, se isso continuar assim, futuramente as pessoas ficarão restritas a suas casas, seus condomínios, mal conhecerão as pessoas do outro lado da rua. Viver preso é muito ruim, e isso sem ter feito crime nenhum.
Enfim... eu não queria ter medo de sair, queria ir pra minha aula de dança, mas com isso tudo que tá acontecendo, dá?
Enfim... eu não queria ter medo de sair, queria ir pra minha aula de dança, mas com isso tudo que tá acontecendo, dá?
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O silêncio
Já pararam pra perceber como o ser humano é contraditório? Eu, por exemplo, sou uma pessoa que não fala muito (bem, não quando eu não sou íntima da pessoa, e às vezes, nem quando sou), mas viver no silêncio me é estranho. Estou sentada na minha cama, sozinha, com a tv ligada, mas muda. Não porque eu quis assim, mas porque ela simplesmente parou de funcionar. E pra mim é estranho. Eu não estava assistindo nada antes de ela simplesmente parar de funcionar, ela tava ligada em um canal qualquer que passava um programa que eu nem sei qual era, era apenas meu som ambiente. E eu no computador. Eis que de repente ela desliga e tudo muda. Todos os barulhos em volta parecem mais altos (isso é meio óbvio), e eu pareço me ouvir melhor. E não escuto nada. Isso faz sentido? Quer dizer, eu escuto, mas não sei se quero escutar. Talvez seja por isso que hoje em dia as pessoas não conseguem ficar no silêncio, porque elas não querem se escutar. Temos tantas coisas pra pensar, tantas coisas pra fazer, tantas coisas que temos que fazer, tantas coisas que temos que ser, que se ficarmos pensando em tudo isso o tempo todo, a gente enlouquece. Por isso os sons ambientes pra nos acalmar, pra nos manter fora desse pensamento. Por isso as milhões de coisas que arranjamos pra fazer: tv, livros, internet, video game, tudo ao mesmo tempo e nada de muito útil (quer dizer, a não ser que você esteja realmente pesquisando algo útil). Geralmente são mil coisas que procuramos, que vemos, sem dar muita importância a nada, sem se aprofundar em muita coisa. Não sei, acho que essa geração, a minha geração, mas principalmente a geração depois de mim e as que estão vindo, tem medo de viver. Medo do que pode acontecer, medo do conhecimento, porque com conhecimento vem mais cobrança, quanto mais você sabe, mais será cobrado de você, mais será esperado. Não, não era bem isso que eu queria dizer, cobrança não era a palavra, mas não consigo pensar na que quero. Mas é algo natural, se você sabe mais, terá que dar mais, algo assim, sabe? Ou isso é só visão de espírita (do tipo, se você tem mais conhecimento, se sabe que tal coisa é errada, se fizer essa tal coisa terá mais "castigos"- por falta de melhor palavra- do que quem fez e não sabia que aquilo era errado)?
Enfim... acho que me perdi um pouco nas palavras. Vim dizer uma coisa e disse outra, outras várias, como sempre faço. Mas é que tem muita coisa nessa minha cabeça. Mas o que eu queria dizer é que espero que todos, inclusive eu, percam o medo do silêncio e comecem a usá-lo de maneira útil, pois ele é altamente necessário.
Enfim... acho que me perdi um pouco nas palavras. Vim dizer uma coisa e disse outra, outras várias, como sempre faço. Mas é que tem muita coisa nessa minha cabeça. Mas o que eu queria dizer é que espero que todos, inclusive eu, percam o medo do silêncio e comecem a usá-lo de maneira útil, pois ele é altamente necessário.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Loucuras da madrugada
Minha insônia me enlouquece
a cada segundo perdido
a cada olho aberto
ao toque do sono que diz adeus
Tua presença me adormece
a cada toque do olhar
a cada palavra dita
posso dormir por saber que é você
por saber que tenho você
e vice-versa
E por mais que esse pequeno poema tenha sido tosco
Por mais que o sono que me embala agora embaralhe meus pensamentos
Eu sei que é verdade
E você também
E nada mais importa
a cada segundo perdido
a cada olho aberto
ao toque do sono que diz adeus
Tua presença me adormece
a cada toque do olhar
a cada palavra dita
posso dormir por saber que é você
por saber que tenho você
e vice-versa
E por mais que esse pequeno poema tenha sido tosco
Por mais que o sono que me embala agora embaralhe meus pensamentos
Eu sei que é verdade
E você também
E nada mais importa
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